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Cultura Organizacional

O que é marca empregadora e como ela pode ajudar sua empresa a reter colaboradores

Marca empregadora é a reputação que uma empresa constrói como lugar para trabalhar e influencia tanto a decisão de candidatos em aceitar uma proposta quanto a de colaboradores em permanecer. Neste artigo, explicamos o que é marca empregadora, como ela se constrói, por que impacta diretamente a retenção e quais ações concretas o RH pode adotar para fortalecê-la.

O que é marca empregadora e como ela pode ajudar sua empresa a reter colaboradores

Toda companhia tem uma marca empregadora, porém nem todas possuem consciência de que ela existe. A questão é se a empresa está construindo sua marca de forma intencional ou deixando que ela se forme por conta própria, a partir das experiências não gerenciadas dos colaboradores e ex-colaboradores.

Neste artigo, você vai entender de fato o que é marca empregadora e se sua empresa trabalha com ela da melhor forma possível e como implementá-la na rotina. Confira!

O que é marca empregadora

Marca empregadora, ou employer branding, é a percepção que o mercado tem de uma empresa como lugar para trabalhar. Ela é formada por tudo que uma organização comunica e entrega aos seus colaboradores e candidatos: cultura, liderança, benefícios, oportunidades de crescimento, qualidade do ambiente de trabalho e consistência entre o que promete e o que pratica.

Diferente da marca comercial, que fala com clientes e consumidores, a marca empregadora fala com um público específico: profissionais que já trabalham na empresa, que podem vir a trabalhar e que já passaram por ela. São três grupos com percepções distintas, mas igualmente relevantes para a reputação da empresa no mercado de trabalho.

Por que a marca empregadora importa para retenção de colaboradores

A retenção de talentos é, antes de tudo, uma consequência. Colaboradores ficam em uma empresa porque percebem valor no que a organização oferece, porque se identificam com a cultura e porque acreditam que possuem futuro ali dentro.

Alguns pontos ajudam a dimensionar:

  • Empresas com marca empregadora forte reduzem o custo por contratação de forma significativa, pois atraem candidatos com maior alinhamento cultural;
  • Profissionais que se identificam com a cultura e os valores da empresa têm menor propensão a aceitar propostas externas, mesmo quando o salário oferecido é superior;
  • Plataformas como Glassdoor e LinkedIn tornam a reputação como empregador pública e permanente, já que avaliações de ex-colaboradores influenciam diretamente a decisão de candidatos.

Entenda o que realmente faz um colaborador permanecer e por que bons profissionais estão saindo das empresas.

Como construir uma marca empregadora na prática

Cultura organizacional consistente

Uma empresa com valores claros, liderança que modela esses valores no dia a dia e práticas que reforçam o que é pregado constrói uma marca empregadora sólida quase que naturalmente. Empresas onde os valores existem só no site de carreira fazem o caminho inverso.

Experiência do colaborador

Cada ponto de contato da jornada do colaborador (do processo seletivo ao desligamento) contribui para a marca empregadora. Um onboarding bem estruturado, feedbacks regulares, oportunidades de desenvolvimento e um ambiente de trabalho respeitoso são experiências que os profissionais carregam e compartilham.

Pacote de benefícios competitivo e coerente

Benefícios são um dos sinais mais concretos de como a empresa enxerga seus colaboradores. Um pacote flexível, que respeita as necessidades individuais de cada pessoa, comunica cuidado aos colaboradores.

Comunicação interna transparente

Empresas que comunicam com clareza suas decisões, seus resultados e seus desafios constroem um ambiente de confiança. Colaboradores que se sentem informados e incluídos tem maior senso de pertencimento.

Reconhecimento e valorização

Programas de reconhecimento, feedbacks positivos consistentes e visibilidade para as entregas do time constroem um ambiente onde as pessoas se sentem valorizadas.

Liderança de qualidade

Uma liderança que ouve, dá feedback, desenvolve e protege o time constrói marca empregadora na prática muito mais do que qualquer campanha de comunicação.

Como medir a força da sua marca empregadora

eNPS (Employee Net Promoter Score): Mede a probabilidade de os colaboradores recomendarem a empresa como lugar para trabalhar. É um indicador simples, rápido e comparável ao longo do tempo.

Taxa de turnover voluntário: Alta rotatividade é um dos sinais mais diretos de marca empregadora fraca. Monitorar o turnover por área e por perfil ajuda a identificar onde a percepção é mais negativa.

Avaliações em plataformas externas: Glassdoor, LinkedIn e Indeed são termômetros públicos da marca empregadora. O que ex-colaboradores e candidatos escrevem nessas plataformas influencia diretamente os profissionais que a empresa quer atrair.

Taxa de aceitação de propostas: Quantos candidatos que recebem uma proposta de emprego efetivamente aceitam? Uma taxa baixa pode indicar que a reputação da empresa no mercado não está sustentando a oferta.

Pesquisas de clima internas: Pesquisas periódicas que medem satisfação, engajamento e percepção de cultura são a fonte mais rica de informação sobre a saúde da marca empregadora internamente.

Quando investir na marca empregadora

A marca empregadora precisa de atenção contínua, mas alguns contextos tornam esse investimento especialmente urgente:

  • A empresa está crescendo e precisa atrair um volume alto de talentos em pouco tempo;
  • O turnover voluntário está acima da média do setor;
  • Processos seletivos estão demorando mais do que o esperado para fechar vagas;
  • Avaliações negativas em plataformas externas estão impactando a atração de candidatos;
  • A empresa passou por uma reestruturação ou mudança de liderança que gerou incerteza no time.

Onde a marca empregadora se manifesta

Processo seletivo: a forma como a empresa conduz entrevistas, comunica feedbacks e trata candidatos já é marca empregadora.

Onboarding: as primeiras semanas de um colaborador novo definem em grande parte a percepção de longo prazo sobre a empresa.

Dia a dia: reuniões, feedbacks, comunicação da liderança, políticas internas — a marca empregadora vive no cotidiano.

Desligamento: a forma como a empresa conduz uma saída é lembrada e compartilhada.

Redes sociais e plataformas de avaliação: colaboradores e ex-colaboradores falam sobre a empresa, com ou sem a participação do RH. Gerir essa presença é parte do trabalho de marca empregadora.

Conclusão

Marca empregadora é o reflexo de tudo que a empresa faz para cuidar das pessoas que trabalham nela. Quando essa experiência é boa, a reputação se constrói naturalmente.

O RH que investe em experiência do colaborador com cultura consistente, liderança de qualidade, reconhecimento genuíno e benefícios que fazem sentido para a vida real das pessoas está construindo uma marca empregadora todos os dias, mesmo sem perceber.

Os benefícios flexíveis são uma das expressões mais concretas desse cuidado. Quando a empresa oferece autonomia e personalização no pacote de benefícios, comunica respeito pela individualidade de cada colaborador.

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FAQ

O que é marca empregadora?

É a percepção que o mercado tem de uma empresa como lugar para trabalhar. Ela é formada pela experiência real dos colaboradores e comunicada para fora por meio de avaliações, indicações e reputação no mercado de trabalho.

Qual a diferença entre marca empregadora e employer branding?

São o mesmo conceito — employer branding é o termo em inglês amplamente usado no mercado de RH. Marca empregadora é a tradução direta e igualmente aceita no contexto brasileiro.

Como a marca empregadora impacta a retenção?

Colaboradores que se identificam com a cultura, percebem valor no pacote oferecido e confiam na liderança têm menor propensão a aceitar propostas externas. A marca empregadora é o que sustenta essa identificação e esse valor percebido ao longo do tempo.

Como melhorar a marca empregadora?

As ações de maior impacto no curto prazo são: melhorar a comunicação interna, capacitar lideranças para dar feedbacks mais consistentes, revisar o pacote de benefícios e criar canais reais de escuta para o time. Mudanças culturais profundas levam mais tempo — mas ações pontuais já geram percepção positiva.

Benefícios fazem parte da marca empregadora?

Sim. O pacote de benefícios é um dos sinais mais concretos de como a empresa trata seus colaboradores. Benefícios desatualizados ou pouco personalizados comunicam indiferença; benefícios flexíveis e relevantes comunicam cuidado e respeito pela individualidade de cada pessoa.

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