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Cultura Organizacional

Cada geração busca algo diferente no trabalho. Como o RH pode lidar com isso?

Baby Boomers, Geração X, Millennials e Geração Z convivem nas empresas com expectativas completamente diferentes sobre trabalho, liderança e benefícios. Neste artigo, você entende o que cada geração prioriza no ambiente profissional, quais são os principais desafios da gestão multigeracional e como o RH pode usar a personalização (especialmente nos benefícios) para engajar e reter talentos de todas as idades.

Cada geração busca algo diferente no trabalho. Como o RH pode lidar com isso?

Pela primeira vez na história, quatro gerações convivem simultaneamente no mercado de trabalho: Baby Boomers, Geração X, Millennials e Geração Z. Cada uma delas cresceu em contextos históricos, econômicos e tecnológicos diferentes, e isso se reflete diretamente nas expectativas que cada profissional traz para o ambiente de trabalho.

Para o RH, esse cenário é um desafio e uma oportunidade ao mesmo tempo. Desafio porque políticas únicas e padronizadas deixam de funcionar. Oportunidade porque empresas que sabem lidar com essa diversidade constroem times mais engajados, criativos e resilientes.

Neste artigo, vamos entender o que cada geração busca no trabalho e como o RH pode transformar essa diversidade em vantagem competitiva.

O que cada geração busca no trabalho 

As gerações são formadas por pessoas que cresceram em contextos históricos semelhantes, o que influencia diretamente seus valores, comportamentos e expectativas. No ambiente profissional, isso se traduz em diferentes formas de trabalhar, se comunicar e se desenvolver.

Segundo pesquisa da Serasa Experian com 1.521 profissionais, 33,1% apontam o salário como principal critério na escolha de um emprego. No entanto, sua capacidade de retenção vem diminuindo: benefícios, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e alinhamento com valores da empresa passaram a influenciar de forma mais consistente a permanência dos profissionais.

Mas o que essa média esconde é que cada geração pesa esses fatores de forma diferente. Confira:

Baby Boomers (nascidos entre 1946 e 1964) 

Os Baby Boomers foram educados para valorizar a estabilidade no emprego, a hierarquia e a dedicação a uma única empresa ao longo da carreira. No ambiente de trabalho, são profissionais que trazem experiência acumulada, visão de longo prazo e uma relação profunda de lealdade com a empresa.

Entre os Baby Boomers, o interesse por inovação e novas metodologias de trabalho se destaca — com 8,8% apontando esses fatores como decisivos, percentual superior ao das demais gerações. O senso de propósito também tem peso crescente entre esses profissionais, indicando que fatores intangíveis importam muito na construção do vínculo com a empresa.

Geração X (nascidos entre 1965 e 1980) 

A Geração X equilibra vida pessoal e trabalho, responde bem a feedback e valoriza relações interpessoais. São profissionais que viveram a transição do mundo analógico para o digital, por isso têm uma visão prática e adaptável do trabalho.

A Geração X prioriza autonomia na execução das atividades: querem liberdade para fazer o trabalho do seu jeito, sem microgestão. Estabilidade e segurança ainda importam, mas flexibilidade é um valor crescente nessa geração.

Millennials / Geração Y (nascidos entre 1980 e 1996) 

Os Millennials são hoje a maior força de trabalho ativa nas empresas e estão assumindo cada vez mais posições de liderança. Preferem propósito, flexibilidade de horários, feedback frequente e cultura inclusiva.

Os Millennials dão maior peso a bônus e remuneração variável, refletindo uma lógica mais orientada à performance e resultados. Mas não são só pelo dinheiro: buscam empresas cujos valores estejam alinhados com os seus.

Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012)

A Geração Z demonstra preferência clara pela flexibilidade do home office, reforçando a importância da autonomia e da integração entre vida pessoal e profissional.

São nativos digitais, acostumados à velocidade da informação e esperam o mesmo dinamismo no ambiente de trabalho. É uma geração que valoriza autonomia, rapidez no crescimento e ambientes mais flexíveis. Buscam aprendizado constante e tendem a priorizar bem-estar, propósito e qualidade de vida.

Mas essa geração também carrega um peso importante: o Barômetro Global de Talentos 2024 revelou que 52% dos jovens da Geração Z relatam níveis elevados de estresse no trabalho diariamente, contra apenas 33% dos Baby Boomers. Portanto, cuidar do bem-estar dessa geração é tão importante para manter o futuro do mercado de trabalho saudável e rentável.

Como funciona a convivência entre gerações nas empresas hoje 

O mercado de trabalho atual é composto por profissionais que viveram realidades completamente diferentes. Enquanto alguns começaram a carreira em um mundo sem internet, outros já nasceram conectados.

Essa diferença cria visões distintas sobre temas como estabilidade, liderança, tecnologia e crescimento profissional. E quando essas visões colidem sem uma gestão adequada, o resultado é conflito, desengajamento e turnover.

Leia mais: People Analytics: como transformar dados em decisões estratégicas de RH

Segundo o Barômetro Global de Talentos 2024 do ManpowerGroup, 47% dos jovens talentos entre 18 e 27 anos afirmam que podem deixar seus empregos voluntariamente nos próximos seis meses — o maior índice entre todas as gerações. Para os Millennials, esse percentual é de 40%. São números que mostram o quanto a falta de adaptação na gestão pode custar em instabilidade para o time.

Quando a falta de personalização se torna um problema 

Uma política única de gestão de pessoas nunca funcionou perfeitamente, mas hoje ela funciona menos do que nunca. A padronização de políticas e práticas de gestão tende a perder eficácia diante da diversidade geracional, que impõe às lideranças a necessidade de compreender motivações individuais e adaptar a forma de engajar cada perfil.

Os sinais de que a gestão multigeracional está falhando aparecem quando:

  • Colaboradores mais jovens pedem demissão por falta de crescimento rápido;
  • Profissionais mais experientes se sentem desvalorizados ou fora do loop tecnológico;
  • Feedbacks formais frustram uma geração enquanto a informalidade frustra outra;
  • O pacote de benefícios não faz sentido para boa parte do time;
  • A liderança tem dificuldade de se comunicar de formas diferentes com perfis diferentes.

Entender o que cada colaborador espera é o primeiro passo para construir uma boa experiência no trabalho.

Saiba mais: O que realmente faz um colaborador permanecer em uma empresa hoje.

Onde o RH pode agir para equilibrar expectativas multigeracionais 

A experiência do colaborador precisa ser construída levando em conta essas diferenças em cada ponto da jornada:

  • Onboarding: Baby Boomers e Geração X: clareza e estrutura. Millennials e Gen Z: cultura e propósito;
  • Desenvolvimento e reconhecimento: Todas as gerações valorizam;
  • Feedback: Gen Z e Millennials: frequente e direto. Geração X e Baby Boomers: mais formal e estruturado;
  • Flexibilidade: Gen Z: home office como prioridade. Millennials: equilíbrio. Geração X e Baby Boomers: autonomia e estabilidade.

Por que adotar uma gestão e benefícios flexíveis é a resposta para o desafio multigeracional 

A grande virada na gestão multigeracional acontece quando a empresa para de perguntar "como fazemos para todos" e começa a perguntar "como fazemos para cada um".

Andre Purri, CEO da Alymente, resume bem esse movimento para a revista Exame: "Os trabalhadores não escolhem mais apenas pelo salário. Benefícios, flexibilidade e alinhamento com os valores da empresa são decisivos para engajar e reter talentos.

Na prática, isso significa:

  • Liderança adaptável, não padronizada: Para minimizar as frustrações decorrentes da quebra de expectativas, é importante manter o alinhamento com o time e desenvolver planos compatíveis com o desejo profissional de cada um;
  • Comunicação adaptada a cada perfil: Baby Boomers e Geração X preferem feedback formal e ocasional, enquanto Millennials e Geração Z preferem feedback contínuo e mais direto. Líderes que sabem adaptar o estilo de comunicação retêm mais e engajam melhor;
  • Benefícios que respeitam fases de vida diferentes: Um pacote de benefícios flexíveis permite que cada pessoa escolha o que faz mais sentido para a sua realidade, independentemente da geração.

A flexibilidade nos benefícios está se tornando uma prioridade para os colaboradores. As empresas que se destacam são as que oferecem pacotes que permitem aos funcionários escolher as opções que melhor atendam às suas necessidades individuais, incluindo a possibilidade de transferir saldos entre diferentes categorias.

A Alymente surge justamente para atender essa demanda, oferecendo um cartão de benefícios flexíveis com múltiplas categorias em um único lugar, sem mensalidade e com gestão simplificada para o RH, colocando o colaborador no controle da sua rotina.

Conclusão

Gerenciar um time multigeracional é sobre criar uma cultura e uma estrutura de benefícios que funcionem para pessoas em fases e contextos de vida diferentes.

O RH que entende isso sai na frente: atrai talentos de todas as idades e constrói times mais diversos, engajados e preparados para os desafios de um mercado em constante mudança.

Quer entender como a Alymente pode ajudar sua empresa a oferecer benefícios que fazem sentido para cada geração da sua equipe? Fale com a gente. 💚​

FAQ

O que cada geração prioriza no trabalho?

  • Baby Boomers valorizam estabilidade, propósito e inovação. 
  • A Geração X prioriza autonomia e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. 
  • Os Millennials buscam propósito, remuneração variável e flexibilidade. 
  • Já a Geração Z coloca home office, bem-estar e crescimento rápido no topo das suas prioridades.

Como o RH pode gerenciar equipes multigeracionais?

O caminho é a personalização, tanto na liderança quanto nos benefícios. Isso significa adaptar o estilo de feedback, criar planos de desenvolvimento compatíveis com os objetivos de cada perfil e oferecer um pacote de benefícios flexível, que respeite as necessidades individuais de cada fase de vida.

Benefícios flexíveis ajudam na gestão multigeracional?

Sim. Um pacote de benefícios flexível permite que cada colaborador escolha o que faz mais sentido para a sua realidade,  independentemente da geração. Isso aumenta a percepção de cuidado, o engajamento e a retenção em todos os perfis etários.

A Alymente é a pioneira de multibenefícios!

Desde 2017, acreditamos que benefícios devem ser fáceis de usar, flexíveis e feitos para a realidade de cada colaborador e empresa.

Com mais de 9 categorias em um único cartão personalizável, a Alymente também conta com soluções para gestão de despesas e frotas, conectando tecnologia, autonomia e experiência em uma plataforma completa.